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Obesidade: uma epidemia mundial
Há algum tempo, a obesidade era um estado nutricional muito mais freqüente nas classes mais ricas da sociedade mundial. Atualmente, vem sendo um transtorno cada vez mais preocupante e incidente também nas classes mais pobres. Essa obesidade vem acompanhada de uma desnutrição protéica e deficiência de vitaminas e minerais, também chamada de “fome oculta”.
Uma alimentação rica em carboidratos (farinhas, pão, massa) e pobre em fontes de proteína (carnes, ovos, leites e derivados) caracteriza a dieta das famílias menos favorecidas da população, já que os primeiros são alimentos com o custo muito mais acessível que o último.
O que leva a um quadro de obesidade é a grande oferta de alimentos que temos hoje. Nos primórdios, o homem desgastava-se muito para encontrar comida, caçando ou pescando. Agora, ela está a nossa disposição em qualquer lugar e a qualquer hora, nos proporcionando uma superalimentação que é, muitas vezes, confundida com uma boa nutrição. Juntando esses fatos ao sedentarismo ou pouca atividade física, temos a obesidade.
A obesidade está presente em praticamente todos os fatores de risco de doenças não transmissíveis comuns no mundo ocidental, como câncer, doenças do coração, hipertensão e diabetes.
A pessoa que se apresenta obesa é aquela que atinge um IMC (índice de massa corporal) superior a 30 Kg/m² e é obesa mórbida (com muitas doenças associadas e risco muito aumentados de a obesidade levar à morte) quando esse índice atingir 40 Kg/m².
As doenças associadas à obesidade (comorbidades) são:
- Doenças do coração (infarto, derrames);
- Hipertensão (pressão alta);
- Colesterol e triglicerídios elevados;
- Diabetes;
- Síndrome metabólica (quando aparecem várias destas doenças ao mesmo tempo em um único indivíduo).
Orientações nutricionais no tratamento da obesidade
- Primeiramente, o que se deve fazer é diminuir o valor calórico da alimentação diária, diminuindo o consumo de gorduras, doces e colesterol;
- Controlar as porções, seguindo um guia alimentar como a pirâmide alimentar;
- Diminuir a gordura na preparação dos alimentos;
- Aumentar a ingestão de alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, cereais integrais e feijões. As fibras diminuem as calorias absorvidas, saciam mais rápido, estimula a mastigação, auxiliam a diminuir o colesterol, melhora a função intestinal e também previne o câncer de cólon de intestino;
- Comer devagar e mastigar bem os alimentos. Evite comer na frente da televisão, pois assim, se perde a noção de quanto já se comeu. Coma sentindo o gosto e pensando em que está comendo;
- Não ficar muitas horas sem se alimentar e não pular refeições. Isso faz com que se tenha muita fome na próxima refeição e que se coma além do limite;
- Começar o quanto antes a praticar uma atividade física. Iniciar gradativamente com caminhadas três vezes por semana e a cada mês e a intensificar cada vez mais.
As melhorias aparecem rápido! Com força de vontade, dedicação e responsabilidade, é possível atingir o objetivo de emagrecer com saúde. Uma boa qualidade de vida só é garantida se for possível conciliar mente, corpo e espírito em ótimas condições.
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