TODO OBESO TEM A MESMA CHANCE DE TER UM INFARTO?

Absolutamente NÃO. Nem todo indivíduo obeso vai ter um infarto do miocárdio. O risco de uma pessoa sofrer um infarto depende de vários fatores. Alguns dos principais são a idade (acima dos 45 anos para homens e de 55 anos para mulheres), o histórico familiar, hipertensão arterial ou pressão alta (níveis de pressão iguais ou acmima de 14x9), tabagismo, diabetes mellitus e colesterol alto.
O problema é que a obesidade aumenta muito as chances do indivíduo desenvolver diabetes, pressão alta e colesterol alto. A obesidade funciona como um "terreno fértil" para a instalação e perpetuação destas doenças. E, geralmente, estas doenças ocorrem de forma conjunta em um mesmo indivíduo, aumentando ainda mais suas chances de sofrer um infarto. Ou seja, indiretamente, a obesidade acarreta maior risco de doenças cardiovasculares.
Quando os parentes próximos (pais e/ou irmão) sofrem de diabetes e/ou de hipertensão, as chances deste indivíduo obeso desenvolver tais doenças aumentam bastante.

E DENTRE OS TIPOS DE OBESIDADE, EXISTE DIFERENÇA QUANTO AO RISCO CARDIOVASCULAR?

Existe. O tipo central de obesidade, ou tipo maçã, é aquele em que a gordura é mais concentrada no abdome. Este tipo de obesidade é mais relacionado a complicações cardiovasculares do que o tipo pêra, que é aquele em que a gordura se concentra nos quadris e coxas. Deste modo, um circunferência abdominal (cintura) acima de 102 cm implica em um risco mais alto.
Um obeso jovem, sem sintomas, que não apresenta os fatores de risco mencionados acima não necessita estar preocupado com seu risco de infarto a curto prazo. Deve ter em mente, no entanto, que o avançar da idade resulta quase sempre em ganho progressivo de preso. E que, quanto mais obeso, maiores as chances de hipertensão e diabetes, independente da idade em que ele se encontra. O fato de não apresentar estes problemas no momento não significa que eles não surgirão com o passar dos anos.
A hipertensão, o diabetes mellitus e o próprio infarto do miocárdio costumam desenvolver-se em torno na maturidade e a sua prevenção é fundamental.
O indivíduo obeso sem outras doenças deve estar atento ao combate da obesidade e manter bons hábitos de vida, como uma dieta saudável e exercícios físicos. O exercício físico, aliás, é o melhor método para aumentar o colesterol HDL, o chamado bom colesterol, que tem efeito protetor sobre as artérias. Deve realizar checagem periódica de seu estado de saúde porque a pressão arterial e o diabetes não geram sintomas. A prevenção e o tratamento da obesidade resulta na diminuição do risco da pessoa tornar-se hipertensa e diabética, além de melhorar os níveis de colesterol. Para aqueles que já apresentam estes fatores de risco, o tratamento da obesidade é parte fundamental do tratamento destas condições. Mesmo para pequenas perdas de peso (ao redor de 10% do peso inicial) o benefício é muito evidente. O tratamento da hipertensão e do diabetes através das modificações do estilo de vida, que incluem dieta adequada e exercícios físicos podem acarretar inclusive diminuição da quantidade de pílulas tomadas diariamente.
Aqueles obesos que fumam devem largar o cigarro o mais breve possível. Sabe-se que quando a pessoa pára de fumar, costumeirmamente há ganho de peso. Isto não deve ser um obstáculo ou um receio, já que o tabagismo aumenta a pressão, aumenta muito o risco de infarto, de derrame cerebral e de diversos outros problemas de saúde. Em resumo, é compesatório parar de fumar.
Seu coração agradece.

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