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SÍNDROME PLURIMETABÓLICA
Conhecida também como metabólica, dismetabólica ou síndrome X, trata-se de um conjunto de sinais clínicos e/ou laboratoriais, acompanhados ou não de sintomas decorrentes de anormalidades metabólicas. De acordo com o protocolo adotado pelo Programa Nacional de Educação em Colesterol (The National Cholesterol Education Program), dos Estados Unidos, ela está presente quando o indivíduo possui pelo menos três dos seguintes fatores:
* triglicérides alto (acima ou igual a 150 mg/dL);
* diminuição dos níveis do HDL - bom colesterol (menor de 40 para homens e de 50 para mulheres);
* elevação da pressão arterial (acima ou igual a 130/85 mmHg);
* circunferência abdominal acima de 88 cm para mulheres e 102 para homens;
* elevação da concentração plasmática de glicose em jejum (acima ou igual a 110 mg/dL).
O distúrbio surge no organismo basicamente por uma resistência ao hormônio insulina. Como origem do problema estão normalmente os maus hábitos alimentares e a falta de exercícios físicos regulares. A explicação é: "quando há acúmulo de gordura no abdômen, a insulina, produzida pelo pâncreas, encontra resistência para levar a glicose para dentro das células". Dessa forma, ocorre uma maior produção e liberação do hormônio, que fica circulando pelo corpo. O pâncreas ressente-se da alta produção de insulina, causando diabetes tipo 2. Vários outros orgãos podem ser afetados. No fígado, a resistência a essa substância favorece a dislipidemia, aumento do LDL e diminuição do HDL. No rim a maior absorção de sódio, eleva a pressão arterial. O coração por sua vez fica mais suscetível a sofrer anginas leves e até infarto agudo. E este é o fator que preocupa: as doenças cardiovasculares que são a principal causa morte em pacientes com síndrome metabólica. Ela ainda têm correlação a tumores malignos (câncer de cólon, de mama e de próstata), doenças neurodegenerativas (Alzheimer), acidente vascular cerebral, osteoartrite e, nas mulheres, até alterações de fecundidade.
Existe relação com a obesidade pois a adiposidade é um dos principais fatores para o aparecimento da síndrome. Quem apresenta um Índice de Massa Corporal (IMC) superior a 25 possui o dobro de chance de ter esse problema e o risco aumenta mais ainda para aquele que chega a um IMC acima de 30. Uma pessoa magra porém com barriga proeminente também deve ficar atenta, o acúmulo de gordura no abdômen é muito perigoso.
A influência genética conta muito na ocorrência de obesidade, diabetes tipo 2 e hipertensão e a síndrome, da mesma forma, é associada a múltiplos genes e às relações que surgem quando interagem. Sendo assim redobre a atenção e os cuidados se há casos na família.
Os casos aumentam em decorrência da vida moderna e consequentemente a epidemia de obesidade no mundo. Os alimentos estão cada vez mais sendo substituídos por produtos industrializados, e a tecnologia faz com que cada vez mais as pessoas diminuam os esforços físicos.
O diagnóstico são notados apenas nos exames clínicos realizados pelos médicos e/ou nutricionistas que verificam o aumento da CIRCUNFERÊNCIA ABDOMINAL e a HIPERTENSÃO, e com os resultados dos teste laboratoriais (como glicemia ou o lipidograma).
Não devemos esquecer que a anomalia é um mal silencioso portanto exames preventivos devem ser realizados com frequência. Vale ressaltar que, apesar da doença ser mais comum em adultos, os médicos com maior frequência encontram crianças com glicemia, pressão e colesterol alterados, propiciando que o mal inicie-se já na infância.Portanto atenção especial com a alimentação e o estímulo à prática de exercício físico desde cedo é fundamental.
A forma mais eficiente de combate é a prevenção, e mesmo quando já existe as alterações e as complicações é primordial a mudança no estilo de vida.
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