O PAPEL DA NUTRIÇÃO NA PREVENÇÃO E NO TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO

A hipertensão é definida como pressão sistólica (PS) igual ou superior a 140 mmHg ou pressão diastólica (PD) igual ou superior a 90mmHg ou ambas.
O Brasil coloca-se entre os países com maiores contingentes de hipertensos, estimando-se que 14 milhões de brasileiros podem ser classificados como tal. As taxas da prevalência na população urbana adulta brasileira, em estudos selecionados, variam de 22,3% a 43,9%.
A hipertensão arterial não tratada leva ao desenvolvimento de doenças como a insuficiência cardíaca congestiva, a falência renal e a doença vascular periférica.
São considerados fatores de risco para o desenvolvimento da hipertensão: a pressão arterial limítrofe, histórico familiar, sobrepeso, consumo excessivo de sal, sedentarismo e consumo de álcool.
De grande importância para a prevenção e tratamento da hipertensão arterial é a atuação de uma equipe multiprofissional, com ênfase na introdução de mudanças de estilo de vida: redução do consumo de bebidas alcoólicas, abandono do tabagismo, exercícios físico e a correção dos hábitos alimentares, quando necessário.
Estudos de Framingham constataram que uma redução de 2mmHg na pressão arterial pode acarretar em uma redução de 15% de acidente vascular cerebral e de 6% na doença coronariana.

OBESIDADE:
O excesso de peso é um fator predisponente para a obesidade. Estima-se que 20% a 30% da prevalência de hipertensão arterial pode ser explicada por essa associação. De acordo com os dados de Framingham a hipertensão pode ser diretamente atribuída á obesidade em aproximadamente 78% dos homens e 65% das mulheres.
Independentemente do valor do Índice de Massa Corpórea (IMC),
o excesso de gordura localizada, principalmente na região abdominal, está frequentemente associada com resistência à insulina e elevação da pressão arterial, sendo um fator preditivo de doença cardiovascular.

INTERVENÇÃO NUTRICIONAL:
De acordo com as diretrizes atuais da hipertensão a conduta alimentar básica em pacientes hipertensos deve objetivar:
> Controlar ou manter o peso corporal em níveis adequados;
> Reduzir a quantidade de sal em até 6 g/dia (2 col. chá rasas de sal (4g) e 2g de sal presente nos alimentos naturais);
> Evitar embutidos, conservas, enlatados, defumados e salgados do tipo "snacks" "limitar ou abolir o uso de bebidas alcoólicas";
> Substituir doces e derivados do açucar por carboidratos complexos e frutas;
> identificar formas prazerosas de preparo dos alimentos assados, crus, grelhados, etc.

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