ENVELHECIMENTO: ALTERAÇÕES FISIOLÓGICAS E NUTRICIONAIS

O envelhecimento provoca modificações estruturais e funcionais nos tecidos do organismo e diminui a capacidade de reprodução celular, que gera modificações nos órgãos - os quais passam a ter sua eficiência diminuída.
Dentre as mudanças que ocorrem com o envelhecimento e que estão ligadas à nutrição e à qualidade de vida do idoso destacam-se:
- Diminuição das papilas degustativas, do olfato, da secreção salivar e das peças dentárias, que levam a uma alteração da sensibilidade ao gosto de doce e salgado e redução da capacidade de mastigação e deglutição do alimento;
- Diminuição da secreção enzimática, que resulta em má digestão; absorção de nutrientes e redução dos movimentos gastrointestinais.
Todas essas mudanças muitas vezes levam o idoso a uma ingestão nutricional deficiente.
As doenças crônicas, que na maioria das vezes são decorrentes de uma má alimentção na vida adulta, são também citadas como fatores que levam o idoso à desnutrição. O uso de múltiplos medicamentos, os quais influenciam a ingestão de alilmentos, a digestão, absorção e utilização dos diversos nutrientes, pode comprometer o estado de saúde e o requerimento nutricional do idoso.
O sistema imunológico é um dos mais importantes alvos do envelhecimento. O declínio da função imunológica, associado com a idade, aumenta a susceptibilidade dos idosos aos agentes infecciosos. Deficiências de vitaminas, minerais e proteínas têm sido associadas ao enfraquecimento do sistema imunológico no idoso, como os problemas citados abaixo.
- Deficiências severas de niacina podem ocasionar demência;
- Deficiências severas de tiamina resultam em encefalopatia;
- Deficiências de zinco é associada ao atraso da hipersensibilidade da pele e ao aumento na taxa de mortalidade devido a infecções por bactérias e vírus;
- Deficiências protéico-calórica provoca redução da contagem total de linfócitos e alterações na hipersensibilidade cutânea.
Finalmente, fatores sociais como a perda do cônjuge, isolamento social e depressão, podem interferir amplamente na nutrição do idoso. O modo de vida, geralmente solitário da maioria dos idosos, impõe-lhes muitas limitações. A solidão predispõe o idoso à falta de ilusão e preocupação consigo, fazendo com que se alimente mal e pouco. Nesses casos, há uma tendência ao desestímulo para preparar alimentos variados e nutritivos. Verifica-se, com frequência, elevado consumo de produtos industrializados- como doces e massas- ou de fácil preparo: chás e torradas. O que afeta a adequação de nutrientes ao organismo e coloca em risco de má nutrição.

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